terça-feira, 23 de agosto de 2011

O mal é concepção filosófica?



O pecado já foi chamado de a doutrina mais emírica do cristianismo, porque é algo com a qual nos deparamos todos os dias. O mal existe e está presente nos quatro cantos do planeta, na verdade, onde há sociedade humana, há o mal: injustiça, violencia, cobiça, etc.
Ao contrário do que alguns psicólogos dizem, o ser humano não aprende a ser mal na sociedade; isto é algo que faz parte dele em sua estrutura ontológica. Se um dia levássemos um recém-nascido para algum lugar onde não existe o mal, tão logo ele crescesse, tendo acesso apenas a referenciais de justiça e bondade, ele se tornaria um malvado e contaminaria tal lugar.
Não podemos ser ingênuos a tratar de algo que mesmo as religiões pagãs se esforçam para explicar. De alguma maneira, todos nós, mesmo as pessoas que nunca tiveram acesso à revelação escrita de Deus, sabem que existe algo errado conosco, com este planeta, de alguma forma, conseguimos identificar a imperfeição que preenche cada partícula desta realidade na qual vivemos.
O mal não é uma concepção filosófica, não é abstrato como um pensamento ou uma teoria que recentemente ou antigamente surgiu, foi criada; a maldade é bem real e nos deparamos com ela todos os dias: através dos veículos de informação, nas pessoas com as quais convivemos e também em nós mesmos.

1 João 5.18


Neste trecho da primeira carta de João, o autor fala sobre a posição de um crente em Cristo Jesus. Como a ênfase temática sugerida está sobre a parte b do verso 18 “o maligno não o atinge” de acordo com a NVI, será o ponto explicado agora.
Em primeiro lugar devemos entender quem é o Maligno. Maligno é mais um dos títulos bíblicos que descrevem Satanás (outro título que em hebraico significa adversário).
De acordo com a bíblia, Satanás (ou diabo gr. difamador) é um ser espiritual criado (Ez 28.13) por Deus, pertecente à ordem dos querubins, um guardião (verso seguinte do citado) que se rebelou contra Deus e Sua vontade, levando consigo 1/3 dos anjos de Deus (vs 15 e 17; ap 12.4).
De acordo com a bíblia, Satanás faz oposição ao povo de Deus e os induz a pecarem (gn 3; em mt 4 ele aparece tentanto Jesus ao pecado), porém a bíblia também fala que somos tentatos pelo nosso próprio mau-desejo (tg 1.14), dizendo assim que nem todo mal pensamento que temos provém do diabo.
A bíblia diz em hebreus 1.14-15 e 2 co 4.4 e demais pessagens que o homem, depois do pecado, se tornou um escravo do diabo, alguém que o diabo exerce algum poder ou influência. Isto se deve ao pecado do homem.
A passagem porem, que vamos explicar diz que o maligno não “o” atinge. Não atinge quem? Todo aquele que é nascido de Deus (verso 18). Ou seja, de acordo com a bíblia, a humanidade está dividida em 2 grupos de pessoas: as que nasceram de Deus e as que não nasceram. Habitando das pessoas que nasceram de Deus, está o Espírito Santo (jo 14.17) que é o próprio Deus. Além do fato de que os pecados das pessoas que nasceram de Deus foram cancelados na cruz de Cristo (cl 2.13-15).
O diabo tem poder sobre as pessoas por causa do pecado, se porém, o pecado desta pessoa foi pago por Cristo na cruz, esta pessoa já não tem pecado (i jo 3.6) e o Espírito de Deus vive nesta pessoa, então, a lógica já nos diz que o maligno não tem poder sobre estas pessoas, porém, a bíblia ainda assim o diz, dizendo com estas palavras o óbvio, mas sob nenhum ponto de vista, desnecessário ou irrelevante: sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não está no pecado; aquele que nasceu de Deus o protege, e o Maligno não o atinge.