quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

o valor da vida



Todavia, não tenho a minha vida de valor algum para mim...
Estas palavras foram ditas por Paulo, ao se despedir dos presbíteros da cidade de Éfeso e estão registradas no capitulo 20 de atos.
Aos olhos de alguns, alguém que diga que não tem a própria vida como valiosa para si mesmo pode ser considerado um louco com tendências suicidas, ou um desmotivado para viver.
Porem, o discurso de Paulo não termina com estas palavras, antes, ele prossegue dizendo: desde que...
Ou seja, o que temos aqui não é um homem que desistiu da própria vida e aguarda afoito a primeira oportunidade para morrer, mas um homem que acredita ter encontrado algo que valha a pena de morte. Em outras palavras: não que viver não seja bom, mas é que existe algo maior do que apenas viver, a saber, cumprir o ministério que recebi de Deus, de testemunhar o evangelho.
Paulo considerava mais valioso cumprir a tarefa que lhe foi designada do que a própria vida. E ainda bem que era assim que ele pensava, porque de acordo com o próprio livro de atos, assim que Paulo começa a testemunhar do evangelho, é perseguido. Na sua segunda carta aos coríntios, ele escreve que sofreu naufrágio três vezes, foi preso, surrado, passou fome, etc.
E apesar de tudo isso, ele não desistia, não parava ao mesmo tempo em que não era movido pela esperança de que em breve tudo acabaria. A prioridade dele não era acabar rápido, mas servir enquanto viver.
Isso me lembra a frase dita por Martin Luther king jr: se você não está pronto para morrer por algo, você não está pronto para viver.
E também outra frase cujo autor não lembro agora: gaste a sua vida em algo que valha mais do que ela.
Essas duas frases têm em comum o pensamento de que a vida não é um fim em si mesma, antes, um meio para fazermos algo mais importante.
Viktor Frankl escreve que num campo de concentração, onde a vida é penosa e por causa dos sofrimentos muitas pessoas se mataram, ele identificou que dentre as pessoas que não se matavam (o que acontecia todos os dias), ele percebeu que elas eram movidas por um senso de que deviam cumprir uma missão e se se matassem ali, não a cumpririam[1].
Diante da pergunta: “qual é o sentido da vida?” alguns biólogos (dentre eles, minha ex-professora cujo nome me é esquecido) nos disse uma vez que se exauria em crescer, multiplicar e morrer. Igualzinho aos animais que criamos no nosso quintal ou fazenda ou que vivem selvagens no planeta.
Se essa resposta é amplamente divulgada, não me surpreende o fato de muitas pessoas buscarem a morte, a principio então, alguém estéril já não cumpre sua missão aqui.
Olhando o texto de Atos claramente percebemos que Paulo estava pronto para morrer, mas também que estava pronto para viver. Martin Luther king diz que o segredo para se saber viver é estar pronto para morrer por algo, ou seja, crer tanto em algo até que a capacidade de apostar sua vida naquilo seja atingido (como de fato, ele morreu engajado na sua luta pelos direitos civis) e Paulo tinha isso: a sua fé na ressurreição de Cristo e na sua convocação para o serviço (significado da palavra ministério) o moviam em direção à tribulações, prisões e à morte.
E, deste modo, a pergunta pelo significado da vida encontra sua resposta, pelo exemplo de Paulo: trabalhar para o Reino.
Já é conhecido o fato de que se não nos movermos fisicamente, nossos músculos se atrofiam e adoecemos até a morte. As pessoas que costumam se exercitar regularmente percebem que longe de desperdiçarem suas energias, estão administrando-as da melhor maneira possível, pois, quando precisam, estão sempre dispostos, ao passo que os sedentários, que deviam ter muita energia ‘armazenada’ não encontram a disposição que precisam quando o assunto é fazer algumas flexões ou uma caminhada.
Do mesmo modo, alguém que vive em letargia, ocupado apenas em viver para si mesmo, satisfazendo as próprias necessidades, não encontra eco profundo o suficiente quando a pergunta pelo sentido da vida acontece (se fosse assim, os únicos suicidas do mundo seriam as pessoas pobres que não tem dinheiro para comprar alimento [necessidade física legitima], mas percebemos que muitos ricos também se matam, ou seja, o sentido da vida está além da posição social).
O sentido da vida é encontrado em algo que valha mais do que ela. Paulo não odiava sua vida, antes, ele encontrou algo que valia mais do que ela. Oremos para que nossos ‘irmãos’ que buscam a Deus apenas atrás de benefícios imediatos encontrem esse tesouro escondido que Paulo encontrou e que faz valer a pena gastar a vida toda por ele.


[1] Ele também fala que as pessoas que se sentiam amadas e lidavam com o sofrimento de um modo diferente também estavam entre os sobreviventes ao próprio suicídio. Leia o livro Em busca de Sentido, editora Sinodal.

domingo, 1 de julho de 2012

O relacionamento com Deus e com as pessoas


Um filosofo grego disse que deveríamos nos libertar das pessoas. Que o alvo era um homem viver independente de relacionamentos pessoais de modo a de um dia para o outro, se mudar para um lugar onde não conheça ninguém e não sentir falta de ninguém que já conheceu alguma vez na vida.
Temos enfrentado um pensamento parecido por parte dos chamados sem igreja. Os sem igreja são pessoas que não tem problema algum em ler a bíblia e dizem que Jesus é Deus e estava certo em tudo o que disse, porem, não gostam da igreja.
São pessoas para quem a igreja é uma instituição falida e dizem ter um relacionamento com Deus independente das pessoas. Algo como: eu me converti e mantenho um relacionamento pessoal com Jesus Cristo, mas não vou a igreja e sei que não vou ao inferno por causa disso, afinal, na bíblia está escrito que Jesus teve problemas com os religiosos e não com os sem igreja.
É claro que isto é uma meia verdade. O que salva alguém é o sangue de Cristo e não os rituais da igreja, porem, é esperado de alguém a quem o senhor Jesus tenha se revelado que este alguém procure uma igreja. Mas porque eu digo isto?
Qualquer pessoa que afirme seguir a Cristo deve conhecer o que ele ensinou e não há dúvida de que a melhor maneira de se fazer isto é ler a bíblia, pois, foi escrita por aqueles que conviveram com Jesus, por pessoas que o conheceram e esta passagem do livro de atos nos mostra algo muito interessante.
Paulo perseguia a igreja e estava irado contra ela. De repente, Deus interfere na historia de vida dele. Jesus se manifesta a ele. Ele tem uma experiência com Deus. nesta visão, Jesus faz algo impressionante: ele manda Paulo procurar alguém que o ajude.
Ou seja, Jesus não inicia um relacionamento com Paulo dizendo: não conte a ninguém o que houve aqui, continue a sua vida como esta era antes ou agora que isto ocorreu, viaje para o deserto e fique o resto da vida lá, pois agora você é um homem que conhece a Deus.
Ao contrario, Jesus diz: levante-se e vá para a cidade. Alguém lhe dirá o que fazer. O que Jesus faz ao dizer estas palavras é unir Paulo à igreja numa relação de dependência.
Ou seja, não importa quão espiritual você seja, você ainda vai precisar da igreja. O dia em que você sair dela, você se revolta em desejos egoístas. Alias, quanto mais espiritual você for, mais ligado a igreja será. Basta ver no NT o pedaço que a igreja ocupava na vida e pensamento do apostolo Paulo. Ele escreveu cartas para orientá-las, fundou várias e treinou lideres para ela.
A afirmação de que o Espírito de Deus mora em você não o leva para longe das pessoas buscando a Deus dentro de você, antes, o leva para a igreja e para o encontro com outras pessoas cujo Espírito de Deus também mora.
Se você experimentar alguma experiência com algum espírito que lhe diga para se afastar da igreja, foi um demônio. Aliás, este é o desejo do diabo, que nos afastemos mais e mais das pessoas nas quais o Espírito mora porque quando fazemos isto, perdemos a nós mesmos.
A vida cristã acontece em meio a pessoas. Paulo experimentou tão dramática ação de Deus e foi enviado como iniciante à comunidade. Recebeu orientações e mais tarde orientou pessoas. Da mesma forma conosco. Devemos iniciar o hábito de orar juntos, confessar os pecados uns aos outros e desenvolver nossos dons uns com os outros.
A bíblia não fala de milhões de indivíduos indo ao céu, mas de um corpo, a igreja de Cristo. Viveremos para sempre com Deus, mas também com pessoas. As teremos para sempre.
Se tem uma imagem que não cabe no novo céu e nova terra é a de varias mansões. Ao contrario na casa de meu pai há muitas moradas. Ou seja, só existe uma casa, que é a casa de Deus e ocuparemos os quartos desta casa, mas experimentaremos cada refeição numa enorme mesa ao lado de Deus mas também de várias pessoas.

sábado, 30 de junho de 2012

viver intensamente


As pessoas comumente percebem que viver intensamente significa experimentar ao máximo o que a vida oferece.
E o oposto (não viver intensamente) é recusar tais ofertas.
Não é raro ouvir sobre alguém que se converteu: fulano sossegou, virou crente.
Quando se diz isto se imagina que a vida cristã é monótona em contrapartida ao ritmo alucinante e divertido do mundo. É como se houvessem dois caminhos: o da diversão com certo perigo e o seguro sem diversão.
Neste caso, o caminho seguro sem diversão é o de alguém que não sai para se divertir, não ouve música alta ou sorri alto. É como o catolicismo da idade média. A vida de um monge (ou seja, de alguém que levava a serio a religião) era uma vida reclusa, monótona e de contemplação.
Hoje em dia percebe-se que a visão que as pessoas têm sobre o cristão e sobre o cristianismo ainda tem muito a ver com a idade media e pouco a ver com o cristão de fato.
Em primeiro lugar devemos separar o que é viver intensamente do que é viver irresponsavelmente.
Um exemplo pode ilustrar isto: pode-se dizer que pessoas que ingerem grande quantidade de álcool e depois apostam um racha desfrutam intensamente a vida?
Sabe-se claramente que ingerir álcool em grande quantidade diminui os reflexos necessários ao motorista para se proteger de perigos durante a viagem.
Se privar daquilo que nos é útil ao volante é diversão? Ou seja, tirar os sapatos para andar na neve é legal? E, indo mais alem, um suicida é alguém que realmente desfrutou a vida em sua plenitude?
Talvez a resposta a esta visão nos ajude a entender o porquê muitos artistas depressivos e suicidas se tornaram o alvo da devoção da juventude.
Por outro lado, Martin Luther King Jr. Disse: se você não está pronto para morrer por algo, você não está pronto para viver. E examinando o evangelho e as figuras mais importantes da historia da igreja, vemos homens que não recuaram diante da morte.
Até aqui penso estar claro, mas por via das dúvidas, esclarecerei uma coisa: a vida do cristão está escondida em Deus e se encontra na pessoa de Cristo. Para nós, a vida não é apenas um fator biológico que por acidente aconteceu e que nos será tirado a qualquer momento.
Partindo do pressuposto de que a nossa vida é Cristo e não este fenômeno biológico que experimentamos agora, sabemos que é esperado do cristão se agarrar, como qualquer pessoa, à vida. Mas a diferença é que para o cristão a vida é Jesus e simplesmente continuar vivo aqui.
Por exemplo o apóstolo Paulo foi um cristão que permaneceu deliberadamente longe daquilo que classificaríamos como ‘vida segura’. Quando ele pregava dentro do império romano que o Senhor não era César, mas Cristo ou quando ele anunciava aos judeus que eles mataram o líder que por tantos anos esperaram, ele com certeza chamava a atenção de olhos cheios de raiva e indignação contra ele, e de fato, tais olhos o encaminharam à morte por decapitação.
Agora será útil separar a tênue linha entre Kurt Cobain (uso este nome apenas para ilustrar o estereotipo de artista que teve um fim trágico, o nome poderia facilmente ser trocado por Merlin Monroe ou qualquer outro) e Jesus Cristo: ambos caminharam para a morte.
A diferença entre eles é: enquanto um foi vítima de um estilo de vida sem esperança para o futuro (ou seja, pessimista), decepcionado consigo mesmo e com as pessoas e também cujas musicas falavam ‘eu sou um estúpido’ e após os shows quebrava os instrumentos, que buscava alívio para a imensa tristeza e depressão no uso de drogas, o outro também foi vítima do seu estilo de vida. Porem o único relato que temos dele recorrendo à violência, foi contra o abuso de alguns privilegiados sobre os desprivilegiados. Ao contrario do primeiro, este último não era pessimista ou considerava as pessoas estúpidas, bem como ele próprio (aliás, as pessoas ao redor dele pensavam que ele era um estúpido, porem, sem dar ouvidos a zombarias e comentários que o perseguiram por anos a fio, ele permaneceu fiel ao que acreditava) e também a maneira como caminhou para a morte foi diferente do primeiro: ele caminhou com esperança e não com lágrimas de desespero.
Jesus morreu pelos outros, não porque não suportava mais a vida com a qual estava desiludido.
Ou seja, existe uma maneira perigosa de viver sendo cristão. É falso, portanto a máxima: ir para a igreja e sossegar. O que vemos na bíblia é realmente o contrário: pessoas que porque decidiram seguir a Cristo entraram em situações de perigo, etc. na verdade, viver perigosamente não é um modo de seguir a Cristo, mas o único, pois o convite que Jesus nos faz não é nada menos do soltar aquilo que com mais firmeza nos agarramos:a própria vida!
Outra falsa máxima que devemos desmascarar agora é a que diz que viver intensamente é viver entregue aos próprios desejos. Na verdade uma vida assim é muito limitada. Tem apenas um horizonte: a satisfação dos instintos.
Viver apenas para saciar o impulso sexual (uso esta dimensão por ser a mais enfatizada atualmente, poderia também trocá-la por gula, etc.) não é viver intensamente, mas reduzir tudo de bom que a vida pode ser à apenas sexo (e não estou falando aqui de romantismo, pois isto também vai alem de sexo) e quando você reduz toda a dimensão do relacionamento humano à apenas sexo, você perde o sorriso, o carinho, o olhar e a aprovação e tudo o que ganha em troca é a fricção genital. Nada mais.
Alguém que viva assim tão logo recorrerá às drogas e ao suicídio porque uma vida assim é insuportável.
Que tem muita força; ativo, animado, vívido; veemente, impetuoso, ousado. Definição intenso.
Quanto a vida cristã, pense em quantos heróis da igreja, bem como os apóstolos e Jesus enfrentaram a prisão e o martírio. Bonhoeffer, Paulo, Pedro, Jesus, Martin Luther king, John Huss, etc.
A igreja prestará contas a Jesus por não viver o lado revolucionário do evangelho. Porque o ditado mais vale um covarde vivo do que um herói morto não vale no evangelho (o covarde vivo só é útil a ele, enquanto o herói morto deixa sua conquista para os outros). Jesus foi o herói morto e nos convida ao mesmo nos prometendo que assim como ele venceu a morte, com ele, nós também venceremos.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

links para download de mensagens em mp3

http://www.4shared.com/mp3/6W365gVLba/O_jesus_que_diz_no_danilo_lemo.html?

http://www.4shared.com/mp3/gwe6ySE9ba/o_Propsito_salvao_danilo_lemos.html?

http://www.4shared.com/mp3/PBj6FgVT/Coletividade_vs_individualismo.html?

http://www.4shared.com/mp3/NqArPi_x/Pedras_preciosas_danilo_lemos.html

http://www.4shared.com/mp3/dRU0qVfc/A_verdade_sobre_o_sdito_do_rei.html

http://www.4shared.com/mp3/0FafpRbg/Parece_mas_no__danilo_lemos.html

http://www.4shared.com/mp3/h1LjGtkw/A_alegria_da_salvao_danilo_lem.html

http://www.4shared.com/mp3/Z5i4Inw7/Legalismo_danilo_lemos.html

http://www.4shared.com/mp3/CWa1xZ2A/Pessimismo_danilo_lemos.html

http://www.4shared.com/mp3/uURdP4JX/O_poder_que_se_aperfeioa_na_fr.html

http://www.4shared.com/mp3/V0FFkOuR/O_relacionamento_com_deus_e_as.html

http://www.4shared.com/mp3/ZfX7ttAG/A_casa_de_deus.html

http://www.4shared.com/mp3/HtSaU80V/deus_e_seus_smbolos_danilo_lem.html

http://www.4shared.com/mp3/mr0SYOR6/msg_imbs_dl_jos_e_o_relacionam.html

http://www.4shared.com/mp3/WEqk5Hyn/a_reinvidicao_do_evangelho1.html

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

sobre deus e seus símbolos

Quais profetas os seus antepassados não mataram? AT 7.52
Estevão disse isto para israelitas. Os antepassados das pessoas às quais ele se dirigiu eram o povo do Deus de Abraão  Isaque e Jacó.  O povo que tem uma história com Deus, mas este povo é responsável pela morte dos servos do Deus que eles dizem servir.
Moisés recebe a ordem divina de construir uma serpente de bronze. A serpente era um símbolo da manifestação divina, mas algum tempo depois, um juiz destrói a serpente divina porque ela virou objeto de idolatria.
O relacionamento com Deus começa, simbolos de algo que não pode ser descrito com palavras são construídos, mas o povo se esquece de Deus e começa a adorar aos simbolos. Deus então manda os profetas para lembrarem ao povo de que os simbolos apontam para algo maior, para Deus e que eles se esqueceram do uso que o simboo deve ter. Mas o que o povo faz? O povo mata os profetas. O povo não quer mais a Deus, querem apenas adorar aos simbolos que tinham o objetivo de levar a Deus, transformando os simbolos de pontes para fins em si mesmos.
Quando isto acontece, Deus destrói os simbolos para mostrar ao povo quem é Deus e quem é símbolo. Isto aconteceu no cativeiro do povo de judá e Israel. Isto aconteceu quando Deus usou como seus servos, pessoas que jamais conheceram os simbolos para Deus. Pessoas que não conheciam os dez mandamentos, a arca da aliança ou o templo para destruir estes símbolos e mostrar que eles não são um fim em si mesmos, mostrar que Deus não está preso a eles.
Mas o povo se arrepende e volta do cativeiro; imediatamente eles iniciam a reconstrução dos simbolos de culto, mas o povo novamente se perde em meio a estes simbolos e voltam a adorá-los. Não adoram mais ao Deus que está[va] no templo, mas ao templo em si.
Jesus vem. O Messias profetizado pelo AT chega e encontra um povo tão ocupado na adoração aos simbolos que não o ouvem. O Messias que lideraria o povo em direção a Deus, a verdadeira interpretação da Lei é rejeitado e morto por falar contra os simbolos do povo (templo, fariseus e sacerdotes).
Jesus ressuscita e o Espírito vem sobre os discípulos de Cristo e eles pregam o evangelho (já temos pessoas que transformaram os simbolos da língua de fogo de atos 2 em fins em si mesmos, com palavras como: buscar o dom de línguas, etc.). a igreja tem a o NT e AT como símbolos da Palavra de Deus (que é Jesus Cristo, o Logos tou Theou), mas alguns insistem em transformar a bíblia em Deus e esquecer ao verdadeiro Deus. O templo não faz parte do projeto de Deus para a igreja, mas a igreja voltou a este símbolo do AT do templo, de um lugar Santo, um lugar onde a presença de Deus está, e agora a igreja cai no mesmo pecado em que Israel caiu: de adorar ao templo em vez de ao Deus que o habita (se esquecendo que agora, o templo são as pessoas) e o fazem com palavras como: não se deve fazer isto na igreja.
A ceia que é o símbolo do sacrifício de Cristo que nos une é também transformado em ídolo quando as pessoas que se sentem em pecado se recusam a tomar a ceia dizendo que ela é muito santa  para conviver com o pecado, mas Deus que é O Santo e que é onipresente não incomoda mais. A ceia passa a assustar mais do que o próprio Deus criador dos céus e da terra.
E o que é o mercado evangélico? É o uso insano destes símbolos para enriquecer quem os oferece. O mercado evangélico funciona com base no esquecimento do povo de Deus e na adoração dos símbolos (alguns inclusive abolidos já no NT, como a arca da aliança, o altar, etc.). e neste caso, eles podem transformar em ídolo a benção de Deus, principalmente no que diz respeito à prosperidade. O alvo deixa de ser a Deus e passa a ser o óleo, a corneta, a oração dos 318, o vale do sal, o dízimo, etc.
E o que acontece hoje com as pessoas que pregam que Deus é maior que estes símbolos, que estes símbolos estão sendo usados de maneira errada, que o povo se esqueceu de Deus? São perseguidos PELO MOVIMENTO EVANGÉLICO. Pelos mesmos tipos de israelitas que perseguiram aos profetas, mataram a Jesus e todos os cristãos que pregaram contra os símbolos por causa do esquecimento de Deus.
Mas mais uma vez Deus destruirá estes simbolos, não de maneira provisória como o fez no AT, mas de forma permanente, quando a bíblia profetiza: as profecias desaparecerão, as línguas cessarão, o conhecimento passará 1 co 13.
Isto se dará na consumação do reino de Deus, onde todos os símbolos cessarão e apenas Deus e seu povo restará, e apenas aqueles que nunca se esqueceram de Deus em detrimento dos símbolos desfrutarão da presença daquele de quem eles nunca deixaram de desfrutar nesta terra.
Os demais, que adoram aos símbolos, serão destruídos junto com os símbolos.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

reduzir o evangelho


Uma das maiores tentações a que a igreja é submetida é a de minimizar o Evangelho. Reduzi-lo a um produto que deve ser vendido à qualquer custo. Infelizmente, encontramos por aí missionários, evangelistas e agências missionárias que caem neste erro.
Quem reduz o evangelho a um produto que pertence a igreja, automaticamente pensa que esta (a igreja) deve convencer o “cliente” a aceitá-lo, tornando o produto agradável, enfeitando-o.
Deste modo, o Evangelho deixa de ser a Revelação do Deus Altíssimo, Eterno e Perfeito e passa a ser apenas um ingresso para o clube social, que é a igreja (deixando também assim de ser o Corpo de Cristo).
Citarei agora uma das mais comuns e heréticas frases conhecidas por nós cristãos brasileiros: Ah! Como seria bom se fulano de tal (geralmente um artista ou outra personalidade famosa que tem certa projeção muito grande, tanto no país como fora dele) se convertesse!
Ou então: se o mano Brown se convertesse e cantasse rap gospel, ele salvaria a igreja brasileira! É claro que a frase geralmente não termina assim, mas este é justamente, o que se tem em mente quando se diz algo do tipo.
A conversão de alguém não é cobiçada porque sabemos que ele é um pecador que precisa de Cristo, mas simplesmente porque ele é um bom comunicador, e, para a pessoa que diz isto, o evangelho é apenas um punhado de informações que carecem de bons comunicadores para surtir efeito.
Desta maneira também, a conversão é reduzida apenas a uma adesão a um produto, não a entrega de um pecador aos pés daquele que pode redimi-lo.
Agora que tudo isto foi dito, o é, do ponto de vista bíblico, a conversão e o evangelho? O evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê e a conversão é um milagre operado pelo Espírito Santo. TODA conversão, o que inclui o familiarizado e o não-familiarizado com o evangelho, é um milagre. Tudo o que podemos fazer é pregar o evangelho, não enfeitá-lo.
Então, se você diz que qualquer pessoa pode se converter, dependendo do comunicador, eu lhe abrirei um sorriso e lhe direi: depois dizem que eu é que sou racionalista!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Qual a nossa relação com Deus



Exixtem várias maneiras de se relacionar com Deus. Destaco agora, as mais comuns no meio evangélico:
·         De um soldado para com 1 general
A bíblia fala que vivemos sob batalha espiritual e que o diabo é nosso inimigo. Se relaxarmos por um momento, o diabo encontra brexa e perdemos a batalha.
Quem vive assim, luta contra o pecado mas não para ficar mais próximo de Jesus, mas para não dar brexa.
·         De um empregado para com o seu patrão
Fomos feitos por Deus e Deus é soberano. A sua vontade está escrita na bíblia e a devemos cumprir e mesmo depois de terminarmos de fazer tudo o que Deus nos diz (que é a perfeição) devemos dizer: somos servos inúteis.
Quem vive assim, luta contra o pecado para não passar vergonha no dia do juízo.
·         De um patrão para com o seu empregado
Não sou dono do mundo mas sou filho do dono. Do senhor é a terra e tudo o que nela existe, então, Deus deve me dar tudo o que eu quero porque afinal de contas, eu não sou calda, mas cabeça.
Quem vive assim luta acha que não precisa lutar contra o pecado já que ele ‘paga’ a Deus com o dízimo ou indo à igreja e já fez a parte dele; agora é só cobrar a Deus a responsabilidade dele de fazer o que eu quero.
·         De um filho para com o seu pai
Deus é nosso pai. Deus não se apresenta como general patrão ou mesmo empregado, mas como pai de todos aqueles que estão em Cristo.
Quem vive assim também não precisa lutar contra o pecado, porque o filho tem lugar permanente na família. Se um filho desobedece ao pai, apenas o entristece, mas o pai não retirará o título de filho do filho.
Porem, a bíblia diz que o senhor é o senhor dos exércitos, mas não é apenas o nosso general, ele é mais do que isto; a bíblia diz que prestaremos contas a Deus pela nossa vida, mas ele é mais do que um patrão; a bíblia fala que Deus trabalha por aqueles que nele esperam, mas ele é mais do isto; a bíblia fala que quem está em Cristo é filho de Deus, mas ele é mais do que isto. O símbolo de pai é usado por Deus para simbolizar um amor que vai além e um relacionamento que vai além disto.
Agora, esta é a maneira como Deus nos ama e quer se relacionar conosco, porem, a bíblia também fala de uma responsabilidade do homem para com Deus.
Estar em Cristo não nos coloca em acomodação, pois a bíblia diz que “pelo fruto conhecereis a árvore” e ainda “aquele que perseverar até o fim será salvo” e mais ainda: “dos ímpios vêm as coisas ímpias”. Ou seja, a atitude denuncia o ser que a pratica.
A bíblia nos apresenta uma tensão de pessoas que já foram salvas mas ainda assim devem desenvolver a sua salvação. Paulo diz que graça de Deus não trabalhou em vão nele e temos uma parábola que diz que se alguém foi perdoado por Deus mas não perdoa será condenado.
Die 94 und 95 Thesen des Luthers.
A salvação está no passado, pois o cordeiro foi imolado desde antes da fundação do mundo, e a eleição também acontece antes da fundação do mundo.
A salvação também está acontecendo agora. É interessante isto em hebreus capítulo 6 percebemos uma certa decepção do autor(a) em relação a certas pessoas que corria com eles, mas desviaram da fé.
A carta que Paulo escreve aos gálatas é um apelo aos crentes que estão voltando ao judaísmo e abandonando o cristianismo, em passagens como gálatas 5.7, vemos Paulo lutando pelos crentes da galácia e em 2 corintios 11.28-29:
Além disso, enfrento diariamente uma pressão interior, a saber, a minha preocupação com todas as igrejas. Quem está fraco, que eu não me sinta fraco? Quem não se escandaliza, que eu não me queime por dentro?
Segundo o NT, não somos salvos pelas obras, porem, nada menos do que uma vida cheia delas é esperada de um cristão. Ef 2.10
Por fim, em apocalipse, temos as sete cartas. Excetuando duas, temos repreensões em cada uma das cartas. E em todas elas, Jesus orienta as igrejas a respeito do já acontece como também do que está para acontecer. Jesus encoraja e desafia a igreja e revela o que acontecerá ao que vencer. A nossa salvação foi conquistada por Cristo, porem, apocalipse nos mostra um convite à conquista da própria salvação. A tensão está no auge: fomos salvos por Cristo, mas “quem tem de ir pra cadeira, irá, quem tiver que ser morto à espada, assim será; está é a fidelidade e a perseverança dos santos” 13.10.
A perseverança é dos santos nesta passagem, não de Deus.
Quanto ao futuro, “ao vencedor darei o direito de sentar-se comigo em meu trono, assim como eu também venci e sentei-me com meu pai em seu trono” depois de vencermos COMO Jesus venceu, nos assentaremos com ele em seu trono.
E o mais transcendental disto tudo é que TUDO ANDA EM PERFEITA HARMONIA! A perfeição divina expressa na salvação que é passado, presente e futuro ao mesmo tempo transcende qualquer esquema racional. Ao mesmo tempo que Jesus escolhe 12 discípulos, um o trai e Jesus diz que de todos os dados pelo pai, ele não perdeu nenhum destes. Porem, isto não está engessado como um determinismo pagão. As coisas funcionam de modo dinâmica ao mesmo tempo em que já está determinado de modo a nunca surpreender a Deus.
Basta encarar o modo como os apóstolos entendiam a salvação. Eles se entendiam como salvos, mas Paulo diz: ai de mim se não pregar o evangelho.