domingo, 1 de julho de 2012

O relacionamento com Deus e com as pessoas


Um filosofo grego disse que deveríamos nos libertar das pessoas. Que o alvo era um homem viver independente de relacionamentos pessoais de modo a de um dia para o outro, se mudar para um lugar onde não conheça ninguém e não sentir falta de ninguém que já conheceu alguma vez na vida.
Temos enfrentado um pensamento parecido por parte dos chamados sem igreja. Os sem igreja são pessoas que não tem problema algum em ler a bíblia e dizem que Jesus é Deus e estava certo em tudo o que disse, porem, não gostam da igreja.
São pessoas para quem a igreja é uma instituição falida e dizem ter um relacionamento com Deus independente das pessoas. Algo como: eu me converti e mantenho um relacionamento pessoal com Jesus Cristo, mas não vou a igreja e sei que não vou ao inferno por causa disso, afinal, na bíblia está escrito que Jesus teve problemas com os religiosos e não com os sem igreja.
É claro que isto é uma meia verdade. O que salva alguém é o sangue de Cristo e não os rituais da igreja, porem, é esperado de alguém a quem o senhor Jesus tenha se revelado que este alguém procure uma igreja. Mas porque eu digo isto?
Qualquer pessoa que afirme seguir a Cristo deve conhecer o que ele ensinou e não há dúvida de que a melhor maneira de se fazer isto é ler a bíblia, pois, foi escrita por aqueles que conviveram com Jesus, por pessoas que o conheceram e esta passagem do livro de atos nos mostra algo muito interessante.
Paulo perseguia a igreja e estava irado contra ela. De repente, Deus interfere na historia de vida dele. Jesus se manifesta a ele. Ele tem uma experiência com Deus. nesta visão, Jesus faz algo impressionante: ele manda Paulo procurar alguém que o ajude.
Ou seja, Jesus não inicia um relacionamento com Paulo dizendo: não conte a ninguém o que houve aqui, continue a sua vida como esta era antes ou agora que isto ocorreu, viaje para o deserto e fique o resto da vida lá, pois agora você é um homem que conhece a Deus.
Ao contrario, Jesus diz: levante-se e vá para a cidade. Alguém lhe dirá o que fazer. O que Jesus faz ao dizer estas palavras é unir Paulo à igreja numa relação de dependência.
Ou seja, não importa quão espiritual você seja, você ainda vai precisar da igreja. O dia em que você sair dela, você se revolta em desejos egoístas. Alias, quanto mais espiritual você for, mais ligado a igreja será. Basta ver no NT o pedaço que a igreja ocupava na vida e pensamento do apostolo Paulo. Ele escreveu cartas para orientá-las, fundou várias e treinou lideres para ela.
A afirmação de que o Espírito de Deus mora em você não o leva para longe das pessoas buscando a Deus dentro de você, antes, o leva para a igreja e para o encontro com outras pessoas cujo Espírito de Deus também mora.
Se você experimentar alguma experiência com algum espírito que lhe diga para se afastar da igreja, foi um demônio. Aliás, este é o desejo do diabo, que nos afastemos mais e mais das pessoas nas quais o Espírito mora porque quando fazemos isto, perdemos a nós mesmos.
A vida cristã acontece em meio a pessoas. Paulo experimentou tão dramática ação de Deus e foi enviado como iniciante à comunidade. Recebeu orientações e mais tarde orientou pessoas. Da mesma forma conosco. Devemos iniciar o hábito de orar juntos, confessar os pecados uns aos outros e desenvolver nossos dons uns com os outros.
A bíblia não fala de milhões de indivíduos indo ao céu, mas de um corpo, a igreja de Cristo. Viveremos para sempre com Deus, mas também com pessoas. As teremos para sempre.
Se tem uma imagem que não cabe no novo céu e nova terra é a de varias mansões. Ao contrario na casa de meu pai há muitas moradas. Ou seja, só existe uma casa, que é a casa de Deus e ocuparemos os quartos desta casa, mas experimentaremos cada refeição numa enorme mesa ao lado de Deus mas também de várias pessoas.

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