quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

reduzir o evangelho


Uma das maiores tentações a que a igreja é submetida é a de minimizar o Evangelho. Reduzi-lo a um produto que deve ser vendido à qualquer custo. Infelizmente, encontramos por aí missionários, evangelistas e agências missionárias que caem neste erro.
Quem reduz o evangelho a um produto que pertence a igreja, automaticamente pensa que esta (a igreja) deve convencer o “cliente” a aceitá-lo, tornando o produto agradável, enfeitando-o.
Deste modo, o Evangelho deixa de ser a Revelação do Deus Altíssimo, Eterno e Perfeito e passa a ser apenas um ingresso para o clube social, que é a igreja (deixando também assim de ser o Corpo de Cristo).
Citarei agora uma das mais comuns e heréticas frases conhecidas por nós cristãos brasileiros: Ah! Como seria bom se fulano de tal (geralmente um artista ou outra personalidade famosa que tem certa projeção muito grande, tanto no país como fora dele) se convertesse!
Ou então: se o mano Brown se convertesse e cantasse rap gospel, ele salvaria a igreja brasileira! É claro que a frase geralmente não termina assim, mas este é justamente, o que se tem em mente quando se diz algo do tipo.
A conversão de alguém não é cobiçada porque sabemos que ele é um pecador que precisa de Cristo, mas simplesmente porque ele é um bom comunicador, e, para a pessoa que diz isto, o evangelho é apenas um punhado de informações que carecem de bons comunicadores para surtir efeito.
Desta maneira também, a conversão é reduzida apenas a uma adesão a um produto, não a entrega de um pecador aos pés daquele que pode redimi-lo.
Agora que tudo isto foi dito, o é, do ponto de vista bíblico, a conversão e o evangelho? O evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê e a conversão é um milagre operado pelo Espírito Santo. TODA conversão, o que inclui o familiarizado e o não-familiarizado com o evangelho, é um milagre. Tudo o que podemos fazer é pregar o evangelho, não enfeitá-lo.
Então, se você diz que qualquer pessoa pode se converter, dependendo do comunicador, eu lhe abrirei um sorriso e lhe direi: depois dizem que eu é que sou racionalista!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Qual a nossa relação com Deus



Exixtem várias maneiras de se relacionar com Deus. Destaco agora, as mais comuns no meio evangélico:
·         De um soldado para com 1 general
A bíblia fala que vivemos sob batalha espiritual e que o diabo é nosso inimigo. Se relaxarmos por um momento, o diabo encontra brexa e perdemos a batalha.
Quem vive assim, luta contra o pecado mas não para ficar mais próximo de Jesus, mas para não dar brexa.
·         De um empregado para com o seu patrão
Fomos feitos por Deus e Deus é soberano. A sua vontade está escrita na bíblia e a devemos cumprir e mesmo depois de terminarmos de fazer tudo o que Deus nos diz (que é a perfeição) devemos dizer: somos servos inúteis.
Quem vive assim, luta contra o pecado para não passar vergonha no dia do juízo.
·         De um patrão para com o seu empregado
Não sou dono do mundo mas sou filho do dono. Do senhor é a terra e tudo o que nela existe, então, Deus deve me dar tudo o que eu quero porque afinal de contas, eu não sou calda, mas cabeça.
Quem vive assim luta acha que não precisa lutar contra o pecado já que ele ‘paga’ a Deus com o dízimo ou indo à igreja e já fez a parte dele; agora é só cobrar a Deus a responsabilidade dele de fazer o que eu quero.
·         De um filho para com o seu pai
Deus é nosso pai. Deus não se apresenta como general patrão ou mesmo empregado, mas como pai de todos aqueles que estão em Cristo.
Quem vive assim também não precisa lutar contra o pecado, porque o filho tem lugar permanente na família. Se um filho desobedece ao pai, apenas o entristece, mas o pai não retirará o título de filho do filho.
Porem, a bíblia diz que o senhor é o senhor dos exércitos, mas não é apenas o nosso general, ele é mais do que isto; a bíblia diz que prestaremos contas a Deus pela nossa vida, mas ele é mais do que um patrão; a bíblia fala que Deus trabalha por aqueles que nele esperam, mas ele é mais do isto; a bíblia fala que quem está em Cristo é filho de Deus, mas ele é mais do que isto. O símbolo de pai é usado por Deus para simbolizar um amor que vai além e um relacionamento que vai além disto.
Agora, esta é a maneira como Deus nos ama e quer se relacionar conosco, porem, a bíblia também fala de uma responsabilidade do homem para com Deus.
Estar em Cristo não nos coloca em acomodação, pois a bíblia diz que “pelo fruto conhecereis a árvore” e ainda “aquele que perseverar até o fim será salvo” e mais ainda: “dos ímpios vêm as coisas ímpias”. Ou seja, a atitude denuncia o ser que a pratica.
A bíblia nos apresenta uma tensão de pessoas que já foram salvas mas ainda assim devem desenvolver a sua salvação. Paulo diz que graça de Deus não trabalhou em vão nele e temos uma parábola que diz que se alguém foi perdoado por Deus mas não perdoa será condenado.
Die 94 und 95 Thesen des Luthers.
A salvação está no passado, pois o cordeiro foi imolado desde antes da fundação do mundo, e a eleição também acontece antes da fundação do mundo.
A salvação também está acontecendo agora. É interessante isto em hebreus capítulo 6 percebemos uma certa decepção do autor(a) em relação a certas pessoas que corria com eles, mas desviaram da fé.
A carta que Paulo escreve aos gálatas é um apelo aos crentes que estão voltando ao judaísmo e abandonando o cristianismo, em passagens como gálatas 5.7, vemos Paulo lutando pelos crentes da galácia e em 2 corintios 11.28-29:
Além disso, enfrento diariamente uma pressão interior, a saber, a minha preocupação com todas as igrejas. Quem está fraco, que eu não me sinta fraco? Quem não se escandaliza, que eu não me queime por dentro?
Segundo o NT, não somos salvos pelas obras, porem, nada menos do que uma vida cheia delas é esperada de um cristão. Ef 2.10
Por fim, em apocalipse, temos as sete cartas. Excetuando duas, temos repreensões em cada uma das cartas. E em todas elas, Jesus orienta as igrejas a respeito do já acontece como também do que está para acontecer. Jesus encoraja e desafia a igreja e revela o que acontecerá ao que vencer. A nossa salvação foi conquistada por Cristo, porem, apocalipse nos mostra um convite à conquista da própria salvação. A tensão está no auge: fomos salvos por Cristo, mas “quem tem de ir pra cadeira, irá, quem tiver que ser morto à espada, assim será; está é a fidelidade e a perseverança dos santos” 13.10.
A perseverança é dos santos nesta passagem, não de Deus.
Quanto ao futuro, “ao vencedor darei o direito de sentar-se comigo em meu trono, assim como eu também venci e sentei-me com meu pai em seu trono” depois de vencermos COMO Jesus venceu, nos assentaremos com ele em seu trono.
E o mais transcendental disto tudo é que TUDO ANDA EM PERFEITA HARMONIA! A perfeição divina expressa na salvação que é passado, presente e futuro ao mesmo tempo transcende qualquer esquema racional. Ao mesmo tempo que Jesus escolhe 12 discípulos, um o trai e Jesus diz que de todos os dados pelo pai, ele não perdeu nenhum destes. Porem, isto não está engessado como um determinismo pagão. As coisas funcionam de modo dinâmica ao mesmo tempo em que já está determinado de modo a nunca surpreender a Deus.
Basta encarar o modo como os apóstolos entendiam a salvação. Eles se entendiam como salvos, mas Paulo diz: ai de mim se não pregar o evangelho.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

O mal é concepção filosófica?



O pecado já foi chamado de a doutrina mais emírica do cristianismo, porque é algo com a qual nos deparamos todos os dias. O mal existe e está presente nos quatro cantos do planeta, na verdade, onde há sociedade humana, há o mal: injustiça, violencia, cobiça, etc.
Ao contrário do que alguns psicólogos dizem, o ser humano não aprende a ser mal na sociedade; isto é algo que faz parte dele em sua estrutura ontológica. Se um dia levássemos um recém-nascido para algum lugar onde não existe o mal, tão logo ele crescesse, tendo acesso apenas a referenciais de justiça e bondade, ele se tornaria um malvado e contaminaria tal lugar.
Não podemos ser ingênuos a tratar de algo que mesmo as religiões pagãs se esforçam para explicar. De alguma maneira, todos nós, mesmo as pessoas que nunca tiveram acesso à revelação escrita de Deus, sabem que existe algo errado conosco, com este planeta, de alguma forma, conseguimos identificar a imperfeição que preenche cada partícula desta realidade na qual vivemos.
O mal não é uma concepção filosófica, não é abstrato como um pensamento ou uma teoria que recentemente ou antigamente surgiu, foi criada; a maldade é bem real e nos deparamos com ela todos os dias: através dos veículos de informação, nas pessoas com as quais convivemos e também em nós mesmos.

1 João 5.18


Neste trecho da primeira carta de João, o autor fala sobre a posição de um crente em Cristo Jesus. Como a ênfase temática sugerida está sobre a parte b do verso 18 “o maligno não o atinge” de acordo com a NVI, será o ponto explicado agora.
Em primeiro lugar devemos entender quem é o Maligno. Maligno é mais um dos títulos bíblicos que descrevem Satanás (outro título que em hebraico significa adversário).
De acordo com a bíblia, Satanás (ou diabo gr. difamador) é um ser espiritual criado (Ez 28.13) por Deus, pertecente à ordem dos querubins, um guardião (verso seguinte do citado) que se rebelou contra Deus e Sua vontade, levando consigo 1/3 dos anjos de Deus (vs 15 e 17; ap 12.4).
De acordo com a bíblia, Satanás faz oposição ao povo de Deus e os induz a pecarem (gn 3; em mt 4 ele aparece tentanto Jesus ao pecado), porém a bíblia também fala que somos tentatos pelo nosso próprio mau-desejo (tg 1.14), dizendo assim que nem todo mal pensamento que temos provém do diabo.
A bíblia diz em hebreus 1.14-15 e 2 co 4.4 e demais pessagens que o homem, depois do pecado, se tornou um escravo do diabo, alguém que o diabo exerce algum poder ou influência. Isto se deve ao pecado do homem.
A passagem porem, que vamos explicar diz que o maligno não “o” atinge. Não atinge quem? Todo aquele que é nascido de Deus (verso 18). Ou seja, de acordo com a bíblia, a humanidade está dividida em 2 grupos de pessoas: as que nasceram de Deus e as que não nasceram. Habitando das pessoas que nasceram de Deus, está o Espírito Santo (jo 14.17) que é o próprio Deus. Além do fato de que os pecados das pessoas que nasceram de Deus foram cancelados na cruz de Cristo (cl 2.13-15).
O diabo tem poder sobre as pessoas por causa do pecado, se porém, o pecado desta pessoa foi pago por Cristo na cruz, esta pessoa já não tem pecado (i jo 3.6) e o Espírito de Deus vive nesta pessoa, então, a lógica já nos diz que o maligno não tem poder sobre estas pessoas, porém, a bíblia ainda assim o diz, dizendo com estas palavras o óbvio, mas sob nenhum ponto de vista, desnecessário ou irrelevante: sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não está no pecado; aquele que nasceu de Deus o protege, e o Maligno não o atinge.



segunda-feira, 18 de julho de 2011

A Sagrada Presença Divina


“Ele não morreu, Deus estava ao lado dele”. Ouvi esta frase de uma pessoa que, assistindo a tv, viu o relato de um livramento da morte.
Isto mostra que, de acordo com a sabedoria popular, a presença divina é associada apenas aos milagres, no caso, o livramento da morte. Ou seja, Deus estava com fulano = fulano foi livre da morte. De acordo com a lógica matemática, o contrário também é verdadeiro.
Mas a história nos diz o contrário: a não ser que você queira dizer que Deus estava com Hitler, o livrando da morte em cada uma das 15 tentativas de assassinato que ele sofreu por parte do exército alemão?! Ao passo que temos relatos bíblicos de certos poersonagens que não foram livrados da morte, mas estavam com Deus: vejo os céus abertos e o Filho do Homem sentado à direita do Altíssimo. O destino do autor desta frase é conhecido por todos que já leram o capítulo 7 de atos. E do lado de quem Deus estava? Da vítima, que morria ou dos executores, que viviam?
Cabe aqui agora outra pergunta: a presença de Deus está apenas associada ao milagre? É possível encontrar Deus na rotina, no ‘normal’, corriqueiro? O NT nos sugere uma vida com Deus. E vida inclui a rotina, a exceção não ocorrerá todos os dias, mas se ocorrer, se tornará esta, também, em rotina.
Os dias em que nada de especial nos ocorre, mas ainda assim tivemos um bom dia , por que não dizer que tivemos um dia na presença de Deus? Penso que na maior parte dos casos, nem há cogitação da presença d’Ele ou mesmo de Sua existência.
Penso também, ser esta a razão da raridade de pessoas que vive um relacionamento profundo com Deus. Quando se limita Deus apenas ao sobrenatural, ele só tem utilidade em casos últimos, quando a situação sai do controle. Seria algo como: a palavra Deus escrita em um botão vermelho atrás de um vidro, que se localiza logo abaixo de uma placa que diz: em caso de emergência, quebre o vidro e aperte o botão. Também podemos comparar esta situação à um pára-quedas ou mesmo um bote salva-vidas: é bom estar lá, mas é preferível não usar.
Sabendo disto, temos o dever de resgatar o relacionamento diário com Deus. A vontade de orar por se sentir (ou no mínimo, querer se sentir) na presença de Deus. Fazer da oração mais que um recurso a ser utilizado em últimos casos, quando não se há nada mais a fazer.
Termino este artigo desmentindo o mito evangélico que diz: faça o possível que o impossível Deus faz. Em primeiro lugar, você não consegue fazer nada. O que é possível a você fazer que não dependa de certos fatores que podem estar (ou não) ao seu alcance e que foram disponíveis a você pela graça divina? A carta de thiago nos dá esta dica: não diga eu farei, mas eu quero fazer.
Em segundo lugar, isto pode sugerir que a presença e a ação de Deus está restrita ao campo da sobrenaturalidade, o que não é verdade, visto que no NT, Deus encarnado é a maior prova de que Deus quer entrar na vida do homem, e não levar o homem para vida de Deus (não entendendo vida como qualidade, mas como forma, p. ex. Em apocalipse 21 vemos a sociedade divina nos moldes humanos: uma CIDADE! Mas não como a babilônia, mas ainda assim uma cidade). João não relata em apocalipse nenhum sinal de vida artificial, ele não diz: vi pessoas que não tinham pés e por isso não andavam, antes, flutuavam, pois pelo fato de estarem com Deus, não manchavam mais os pés confiando o peso do corpo a esta parte inferior do corpo (aqui é cômico, mas isto realmente existe no imaginário popular que aliás, não tem fundamento bíblico, antes, se assemelha muito às religiões pagãs e mesmo ao conceito religioso da idade média.
Por fim, lemos que Deus se fez homem, um homem-Deus mas um homem inserido na sociedade humana e que, antes do início de Seu ministério buscava o sustento diário através não de práticas obscuras, não fazendo maná cair do céu ou mesmo com qualquer outro milagre, mas como carpinteiro e posso dizer sem medo de errar que este ofício não era algo tido como sobrenatural aos seus contemporâneos.
E o ensino messiânico reunido por Mateus e identificados mais tarde como capítulos 5-7 tem uma mensagem tão prática e despida de sobrenaturalidade como em poucos outros lugares vemos. Jesus não dá ênfase à demônios ou anjos, antes, à ética profissional, familar, etc. e o NT prossegue com cartas endereçadas à comunidades constituídas de seres humanos, não et’s.
Aliás, me parece que Jesus foge desta realidade isolada pela religião da vivência cotidiana e um dos mais vastos exemplos disto é o fato de só sabermos que ele nasceu de uma virgem por que Lucas e Mateus descrevem a história do nascimento, porque em NENHUM momento vemos Jesus fazendo qualquer alusão a este fato, muito menos em discussão contra os fariseus (o que, com certeza agradaria a religião que busca avidamente os milagres e exceções e um Messias que nasça de uma virgem é sempre bem-vindo! Ao passo que um que conquiste a vida como carpinteiro, numa região pobre, com discurso simples e que ande com o povão, é vulgar)
Querendo ou não, é assim que Jesus se apresenta a nós e é esta característica que os autores dos evangelhos (sobretudo o Espírito Santo) quiseram preservar muito bem em seus escritos.
Então, não tente viver uma vida artificial, antes, se relacione com seus amigos, família, colegas de trabalho, etc. Tenha bons relacionamentos e nem ouse pensar que Deus está longe disto pelo fato de você não andar sobre as águas, pois na vida de Davi, um homem segundo o coração de Deus, não vemos a presença constante do sobrenatural (ao passo que fica evidente que o sobrenatural está nas entrelinhas do natural, mas não o contrário) e mesmo assim a bíblia dedica boa parte de 1 samuel, todo 2 samuel, partes de cronicas e vários salmos. Em outras palavras, não se esconda da vida, viva-a intensamente, aproveite as pessoas, sobretudo da melhor maneira possível: de acordo com o amor como guia de nossas atitudes, pois o contrário de amor (se acordo com o divino) é egoísmo e usar as pessoas para se alcançar nossos objetivos e satisfazer nossos desejos não pode ser chamado amor, mas isto é assunto para outro artigo.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Expressão Idiomática

Boanerges – filhos do trovão mc 3.17
Esta é uma expressão idiomática hebraica que, a partir de uma característica peculiar em uma pessoa, a chama de filho desta característica, dando personalidade, p. ex. No caso acima, à um fenômeno natural: o trovão. Que no contexto cultural, simboliza a inquietação, o barulho, a briga.
Vemos que esta expressão idiomática é usada em outras passagens do NT, como mt 5. 44-45, “para que venham a ser filhos do seu Pai que está nos céus”. Ora, Jesus expõe uma característica de Deus e diz aos discípulos para imitá-lo e assim, eles serão (conhecidos e vistos como) filhos do Pai que está nos céus; orar pelos perseguidores e amar os inimigos, faz com que sejamos identificados como filhos de Deus, porque ele faz raiar o seu sol sobre justos e sobre injustos.
João 8.41 – vocês estão fazendo as obras do pai de vocês. Neste espisódio, Jesus usa a expressão idiomática para dizer que os judeus com quem ele está falando, são filhos do diabo e estão fazendo a obra dele: matar (verso anterior).
Por fim, em João 10.33, quando Jesus fala de Deus como Seu Pai, ele é confrontado pelos judeus que dizem: você se apresenta como Deus ou seja, se você é pacífico, seria chamado de filho da paz, se violento, filho da violência, se divino, filho de Deus.
Isto nos coloca diante do mais autêntico discipulado que existe: a criação dos filhos! Não é raro ouvir a exclamação: você é seu pai todinho, ou você é sua mãe todinha, ou ainda você é realmente filho do seu pai, isto acontece quando, a partir de uma atitude, se reconhece uma característica que é forte nos progenitores.
Deste modo, os pais têm um dever para com os filhos, dever esse que vai além de alimentá-los. Os pais têm o dever de discipular os seus filhos de tal modo que eles sejam bênção para a sociedade, pois os filhos reproduzirão as atitudes que verem os pais tomarem: se os pais são violentos, os filhos serão violentos, se os pais são pacíficos, os filhos são pacíficos.
Obs. Quanto a questão da conversão, ‘pais convertidos... ’ isto se trata de exceção uma vez que a conversão é uma intervenção livre de Deus e também um ato involuntário humano (jo 3.3 – nascer de novo, o nascimento não depende da vontade ou desejo do recém-nascido, simplesmente acontece, assim é a conversão).
Obs2. Quando me refiro aos pais, me refiro não apenas aos pais biológicos, mas às referências masculinas e femininas que a criança teve acesso durante sua infância e adolescência, a referência pode ser o pai, tio, primo, irmão mais velho, etc.
obs3. Todas as referências bíblicas foram extraídas da NVI.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

foi para a liberdade q Cristo os chamou

foi para a liberdade q Cristo os chamou, portanto, ñ se deixem escravizar outra vez.  Estas palavras estão escritas em gálatas 5.1 como eu ñ tenho fácil acesso a bíblia, o texto pode estar com outras palavras, mas este é o sentido.
Paulo está se referindo a liberdade q Cristo nos oferece. Isso nos levanta a pergunta: liberdade do q?
Á primeira vista, liberdade de um sistema religioso.
Paulo escreveu esta carta por causa dos judaizantes, isto é, das pessoas q queriam voltar ao judaísmo ou transformar o cristianismo em judaísmo. Isto prenderiam os cristãos q se converteram do judaísmo aos rituais judaicos outra vez como: ñ coma certos alimentos, guarde o sábado, faça a circunsisão, etc.
Porem, com a cruz, ñ existe mais a prisão religiosa q nos limita, pois, todos os alimentos foram criados por Deus, todos os dias são santos e o q importa é o coração.
À segunda vista, liberdade dos nossos desejos.
Ao contrário do q se pensa por aí, liberdade ñ é se entregar ao prazer (hedonismo) isto é se submeter a escravatura dos desejos, nos reduzindo de humanos a meros animais irracionais q ñ têm outra escolha se ñ seguir sempre os instintos. Por exemplo, a seguinte comunidade do orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=25371747 com 140 mil membros q seguem a filosofia: olhei, gostei e peguei são pessoas q se reduziram a produtos q visam satisfazer o desejo uns dos outros. Eu gostaria de saber a diferença entre alguem q segue esta linha e um cachorro no cio. Pois um cachorro cruza com e aonde ele quiser, pois ele nada pode fazer diante dos poderosos instintos dele.
Graças a Cruz, ñ precisamos mais ser escravos de nós mesmos, Cristo nos deu o poder de dizer ñ aos nossos próprios desejos e isso é liberdade. A liberdade ñ é sempre dizer sim aos desejos, mas poder dizer ñ a eles qdo são inconvenientes (p. ex. um escravo do tesão, mesmo casado, nada pode fazer diante do desejo, então ele trai a esposa, ele ñ é livre p/ dizer ñ aos instintos e preservar seu casamento, ele simplesmente é controlado). Graças a Deus os q estão em Cristo têm a liberdade de viver uma vida moral e decente.