quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Qual a nossa relação com Deus



Exixtem várias maneiras de se relacionar com Deus. Destaco agora, as mais comuns no meio evangélico:
·         De um soldado para com 1 general
A bíblia fala que vivemos sob batalha espiritual e que o diabo é nosso inimigo. Se relaxarmos por um momento, o diabo encontra brexa e perdemos a batalha.
Quem vive assim, luta contra o pecado mas não para ficar mais próximo de Jesus, mas para não dar brexa.
·         De um empregado para com o seu patrão
Fomos feitos por Deus e Deus é soberano. A sua vontade está escrita na bíblia e a devemos cumprir e mesmo depois de terminarmos de fazer tudo o que Deus nos diz (que é a perfeição) devemos dizer: somos servos inúteis.
Quem vive assim, luta contra o pecado para não passar vergonha no dia do juízo.
·         De um patrão para com o seu empregado
Não sou dono do mundo mas sou filho do dono. Do senhor é a terra e tudo o que nela existe, então, Deus deve me dar tudo o que eu quero porque afinal de contas, eu não sou calda, mas cabeça.
Quem vive assim luta acha que não precisa lutar contra o pecado já que ele ‘paga’ a Deus com o dízimo ou indo à igreja e já fez a parte dele; agora é só cobrar a Deus a responsabilidade dele de fazer o que eu quero.
·         De um filho para com o seu pai
Deus é nosso pai. Deus não se apresenta como general patrão ou mesmo empregado, mas como pai de todos aqueles que estão em Cristo.
Quem vive assim também não precisa lutar contra o pecado, porque o filho tem lugar permanente na família. Se um filho desobedece ao pai, apenas o entristece, mas o pai não retirará o título de filho do filho.
Porem, a bíblia diz que o senhor é o senhor dos exércitos, mas não é apenas o nosso general, ele é mais do que isto; a bíblia diz que prestaremos contas a Deus pela nossa vida, mas ele é mais do que um patrão; a bíblia fala que Deus trabalha por aqueles que nele esperam, mas ele é mais do isto; a bíblia fala que quem está em Cristo é filho de Deus, mas ele é mais do que isto. O símbolo de pai é usado por Deus para simbolizar um amor que vai além e um relacionamento que vai além disto.
Agora, esta é a maneira como Deus nos ama e quer se relacionar conosco, porem, a bíblia também fala de uma responsabilidade do homem para com Deus.
Estar em Cristo não nos coloca em acomodação, pois a bíblia diz que “pelo fruto conhecereis a árvore” e ainda “aquele que perseverar até o fim será salvo” e mais ainda: “dos ímpios vêm as coisas ímpias”. Ou seja, a atitude denuncia o ser que a pratica.
A bíblia nos apresenta uma tensão de pessoas que já foram salvas mas ainda assim devem desenvolver a sua salvação. Paulo diz que graça de Deus não trabalhou em vão nele e temos uma parábola que diz que se alguém foi perdoado por Deus mas não perdoa será condenado.
Die 94 und 95 Thesen des Luthers.
A salvação está no passado, pois o cordeiro foi imolado desde antes da fundação do mundo, e a eleição também acontece antes da fundação do mundo.
A salvação também está acontecendo agora. É interessante isto em hebreus capítulo 6 percebemos uma certa decepção do autor(a) em relação a certas pessoas que corria com eles, mas desviaram da fé.
A carta que Paulo escreve aos gálatas é um apelo aos crentes que estão voltando ao judaísmo e abandonando o cristianismo, em passagens como gálatas 5.7, vemos Paulo lutando pelos crentes da galácia e em 2 corintios 11.28-29:
Além disso, enfrento diariamente uma pressão interior, a saber, a minha preocupação com todas as igrejas. Quem está fraco, que eu não me sinta fraco? Quem não se escandaliza, que eu não me queime por dentro?
Segundo o NT, não somos salvos pelas obras, porem, nada menos do que uma vida cheia delas é esperada de um cristão. Ef 2.10
Por fim, em apocalipse, temos as sete cartas. Excetuando duas, temos repreensões em cada uma das cartas. E em todas elas, Jesus orienta as igrejas a respeito do já acontece como também do que está para acontecer. Jesus encoraja e desafia a igreja e revela o que acontecerá ao que vencer. A nossa salvação foi conquistada por Cristo, porem, apocalipse nos mostra um convite à conquista da própria salvação. A tensão está no auge: fomos salvos por Cristo, mas “quem tem de ir pra cadeira, irá, quem tiver que ser morto à espada, assim será; está é a fidelidade e a perseverança dos santos” 13.10.
A perseverança é dos santos nesta passagem, não de Deus.
Quanto ao futuro, “ao vencedor darei o direito de sentar-se comigo em meu trono, assim como eu também venci e sentei-me com meu pai em seu trono” depois de vencermos COMO Jesus venceu, nos assentaremos com ele em seu trono.
E o mais transcendental disto tudo é que TUDO ANDA EM PERFEITA HARMONIA! A perfeição divina expressa na salvação que é passado, presente e futuro ao mesmo tempo transcende qualquer esquema racional. Ao mesmo tempo que Jesus escolhe 12 discípulos, um o trai e Jesus diz que de todos os dados pelo pai, ele não perdeu nenhum destes. Porem, isto não está engessado como um determinismo pagão. As coisas funcionam de modo dinâmica ao mesmo tempo em que já está determinado de modo a nunca surpreender a Deus.
Basta encarar o modo como os apóstolos entendiam a salvação. Eles se entendiam como salvos, mas Paulo diz: ai de mim se não pregar o evangelho.

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